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"Há alguns que se fazem de ricos, e não tem coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas."

Provérbios 13:7

O homem era tanto conhecido quanto respeitado no círculo dos abastados.

Era um proprietário de imóveis que possuia casas nos lugares mais desejáveis da cidade.

Todos os consideravam altamente competente nos negócios.

Não era problema para ele obter crédito na casa dos milhões.

O colapso de suas empresas pegou a economia, especialmente seus banqueiros, de surpresa.

Seus financiadores queriam saber como conseguira enganá-los por tanto tempo.

Suas dívidas excederam seu crédito em conta muitas vezes mais.

Ele apresentava-se como rico, mas na verdade não tinha nada.

Esta situação também acontece na vida religiosa.

Muitos acreditam que são bons cristãos, mas seu coração está longe de Deus.

E quanto às boas obras de que se diz distinguirem o cristão?

Não deveria Deus reconhecê-las, uma vez que ele mesmo as espera (Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. - Mateus 5:16)?

Sem dúvida alguma, Deus reconhecerá tudo que é verdadeiramente bom em nossa vida e levará em consideração.

Mas as nossas boas obras são muitas vezes como os empréstimos que o homem de negócios fez: não houve devolução deles.

Para servir a Deus corretamente, primeiro devemos quitar nossa dívida com Ele.

Para isso as nossas boas obras são inúteis: ninguém pode sair por si só de um atoleiro de pecados.

Não podemos cancelar os nossos pecados por meio do que há de bom em nossas vidas, ou seja, por nossas boas obras.

A Bíblia afirma: "Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida." - I João 5:12

Isto é muito sério! Se lhe falta fé em Deus, você esta falido diante dEle.

Agora pense nisso que acaba de lêr e veja qual é sua real situação!

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald