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Legalismo!
Legalismo!

Um pequeno pensamento de J. N. Darby, sobre o legalismo:

 

Devemos nos precaver da mera recusa de ocuparmos um lugar neste mundo, só por sabermos que isto é errado, em virtude de sermos seguidores dAquele que foi rejeitado. Uma avaliação meramente legalista do que é certo nunca pode durar. Uma coisa pode ser bem certa, mas pode não haver estabilidade nela por não existir poder para subjugar a carne em meramente fazer o que se sabe ser certo. Com a lei havia o senso de obrigação, mas a lei não colocava diante de nós um objeto para atrair nosso coração; não nos trazia Deus e nem nos levava a Deus. Aquele sentimento duradouro de que nada somos e que Deus é tudo.

Muitos começam com muita energia e conquistam uma certa posição que é, em si, correta. Mas se for o legalismo a fonte disso, não haverá poder para perseverar, pois aquilo que é conquistado sob a lei, com toda a certeza acabará por se perder na carne.

Quando é Deus o objeto, contentamo-nos com um lugar humilde aqui. Ele próprio nos conduz, e, não importa o que seja, se o coração e as afeições estiverem colocadas nEle, aquilo que a princípio parecia difícil deixa de ser um esforço para nós, à medida que formos prosseguindo. Seu amor, que nos atraiu e nos deu logo poder para ocuparmos tal posição, torna-se cada vez mais brilhante, quando é melhor, e por mais tempo, conhecido, e aquilo que a princípio era feito com tremor, torna-se fácil pela crescente coragem.

A única coisa que pode nos capacitar a seguirmos adiante é termos Cristo como o Objetivo diante de nós, e é só na proporção que O temos assim é que podemos ser felizes. Pode haver mil e uma coisas nos atormentando se dermos importância ao ego; e deixarão de nos importunar de vez, se o ego não estiver ali para ser atormentado. As paixões da carne não irão nos embaraçar se estivermos andando com Deus. Quantos problemas arranjamos quando não andamos com Deus e pensamos só em nós mesmos! Não existe libertação como quando não temos importância alguma aos nossos próprios olhos. Então podemos ser felizes de verdade diante de Deus.

 

J.N.Darby 

 

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald