Visite Nossa Página no Youtube


Rating: 2.8/5 (44 votos)




ONLINE
4





Partilhe este Site...







Total de visitas: 668043
Resposta ao Ensinar/Profetizar das irmãs - novo
Resposta ao Ensinar/Profetizar das irmãs - novo

Olá,

 já faz tempo que estava pensando sobre 1 Timóteo 2:12 (“Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o  marido, mas que esteja em silêncio.”) e tenho algumas perguntas.

 Resumindo:

 a) Seria bíblico se uma mulher ensina a outras mulheres independentemente de sua idade?

b) O que exatamente quer dizer: “ensinar”, “interpretar/expor”, “profetizar”?

c) Uma mulher pode profetizar na presença de homens?

 Quanto ao profetizar encontrei a passagem de 1 Coríntios 14:3 e agora se coloca para mim a pergunta, como se pode reconciliar isso na prática com o “mandamento da cobertura da cabeça” em 1 Coríntios 11.

 Que eu cubro a minha cabeça quando oro é bem claro e fácil de praticar. Contudo, está escrito ali que devo cobrir a minha cabeça quando profetizo.

 Quanto a isso, tenho ainda as seguintes perguntas:

 Interpretar e ensinar faz parte do profetizar? E quando exatamente estaria profetizando (conscientemente), porque jamais estaria afirmando de mim mesmo: “agora vou profetizar, por isso vou me cobrir”. Via de regra isso acontece em conversas individuais ou particulares ou numa roda de estudos bíblicos em casa; e nessas ocasiões normalmente a gente não se cobre, porque entendo que Deus também não quer que andemos sempre cobertas, já que o “cabelo foi dado em lugar de véu”. Estou um tanto insegura como fazer da melhor forma, já que a cobertura em ocasiões assim rapidamente adquire um caráter um tanto “formal” de “culto” ou simplesmente causa uma impressão de incômodo (“ah, ela está querendo profetizar agora”) e para pessoas de fora talvez até cause uma impressão de chato ou até mesmo sectária.

 Ficaria feliz por uma resposta de sua parte!

 

Irmã A.

 

 Resposta


Querida irmã A.,

 muito obrigado por sua perguntas quanto ao “silêncio e cobertura das irmãs”. As suas perguntas tangem áreas relevantes para a prática, contudo muitas vezes, infelizmente, são respondidas de diversas maneiras. Quero tentar respondê-las assim como entendo a Bíblia. Já que você diferenciou bastante em suas perguntas estruturando-as (o que acho muito bom e importante), quero tentar de levar em conta os muitos aspectos práticos desse tema na minha resposta. Ao mesmo tempo desejo-lhe que em oração e com a Palavra de Deus você chegue a receber clara direção da parte do Senhor para o seu caminho em particular.

 

I. As expressões – O que vem a ser “ensinar”, “interpretar/expor”, “profetizar”?

 O pano de fundo dessa pergunta é que a Bíblia proíbe às mulheres o “ensinar” (1 Tm 2:12), enquanto permite o “profetizar” (1 Co 11:5; At 21:9), desde que não aconteça nas reuniões dos crentes (1 Co 14:34). Quanto ao “interpretar/expor” não existe uma afirmação própria nas Escrituras. “Interpretar/expor” geralmente está sendo mencionado no contexto do falar em línguas (1 Co 14), e quanto a isso corresponde ao ato de “traduzir”. Nesse contexto do falar em línguas não tem mais relevância nos dias de hoje. “Interpretar/expor” a Palavra de Deus hoje, deve ser avaliado se no caso específico se trata de “ensinar” ou não (se for “ensinar”, não seria permitido).

 Alguém fez a seguinte diferenciação geral e superficial, mas ainda assim bastante útil:

 Profetizar é o falar como tarefa da parte de Deus baseado em uma “revelação” se destilando em uma “mensagem”. Hoje, a mensagem – diferentemente dos profetas em épocas bíblicos – deve se apoiar na Palavra de Deus que temos por escrito.

 Ensinar é a instrução de crentes baseado no estudo guiado pelo Espírito Santo das Escrituras Sagradas e que se destila no serviço do ensino. Esse ensino deve ser diferenciado como “explicação” da verdade de uma simples “exposição ou apresentação” da verdade (isso não seria nem “ensino” nem “profecia”; veja o ponto II.1.).

 Vamos contemplar um pouco mais de perto essas duas expressões:

 1. Ensinar

 A palavra grega traduzida como “ensinar” (da família das palavras “ensino / ensinador / professor / doutor / mestre”) significa ensinar, instruir ou endoutrinar. O ensino ocupa um papel fundamental na Igreja, que é coluna e baluarte da verdade. Ensinar nesse contexto serve para passar adiante o ensino, a doutrina referente à verdade revelada por Deus.

 Se a gente volta para a Bíblia e buscar em uma concordância, então se encontra que o “ensinar” designa aquilo que o Senhor fez para com as multidões e os seus discípulos (veja At 1:1). Ele atarefou os discípulos com isso (Mc 6:30; Mt 28:20) e os apóstolos o fizeram nos dias iniciais da Igreja (At 2:42; 4:2; 5:21.25; 11:26; 15:35; 1 Co 4:17; Co 1:28). No decorrer do tempo, Deus deu dons à Igreja, entre eles os mestres ou doutores (Rm 12; Ef 4). Não são todos capacitados a ensinar, mas a Bíblia fala da capacidade do ensino e de “estar apto a ensinar” (1 Tm 3:2; 2 Tm 2:2; Tt 1:9; compare Tg 3:1).

 

 2. Profetizar

 1 Coríntios 14:6 diferencia (inclusive quanto a diversos tipos de pregação) entre revelação, ciência / conhecimento, profecia e doutrina / ensino. O profetizar, portanto, deve ser visto a parte do recém tratado “ensinar”, mas também da “ciência / conhecimento”, ou seja do “passar adiante alguma coisa do qual anteriormente recebemos conhecimento pela Bíblia”, e isso se dirige primordialmente à mente, à capacidade intelectual. Profetizar é antes o “passar adiante de uma mensagem”, ou seja de algo que o orador recebeu na proximidade do Senhor para os seus ouvintes e com ele se dirige aos corações e às consciências. Quando se leva em conta o quadro integral dado na Bíblia, então o profetizar revela alguma coisa oculta até então (no AT e no NT, parcialmente isso eram coisas referentes ao futuro, muitas vezes, porém, também o estado interior oculto do povo de Israel ou coisas semelhantes; no NT também engloba a revelação de “mistérios” sobre Cristo e a Igreja desconhecidos na época do AT.

 O ministério profético hoje não pode se referir nem ao futuro nem à revelação de verdades ainda ocultas, mas sim pode revelar – assim como então – a avaliação divina do estado interior do indivíduo, pode convencê‑lo de pecado ou iluminar o caminho a andar etc.

 O profetizar tem o seu lugar nas reuniões cristãs, mas também no âmbito particular. Acontece tendo como alvo a igreja reunida bem como o indivíduo. O objetivo do profetizar é edificar, exortar e consolar os crentes (1 Co 14:3) e por meio disso edificar a Igreja (1 Co 14:12). Além disso tem como efeito convencer incrédulos e levá-los ao conhecimento de Deus (1 Co 14:25). Pessoalmente creio que aquele que profetiza muitas vezes tem consciência que está transmitindo uma mensagem da parte de Deus, para alcançar um certo objetivo, enquanto desconhece muitas vezes os efeitos causados. Profetizar, por isso, não deve ser confundido com a pregação do evangelho. É verdade que você quer expor os incrédulos à luz divina e levar uma mensagem a eles que atinja coração e consciência deles, mas isso não é profetizar, porque esse último acontece dirigido a crentes e para edificar a Igreja.

 

 II. Quando e dirigido a quem a mulher pode ensinar?

 1. Ensinar

 Tão diversas sejam as explicações sobre 1 Timóteo 2:12, me parece que está claro que ali existem duas proibições (mais um mandamento adicional) com suas respectivas razões:

 A mulher não deve ensinar – razão: a queda em pecado; a mulher (Eva), e não o homem (Adão), foi enganado – trata-se nesse contexto da . A alternativa boa é: “ficar em silêncio” e “aprender”.[1]ação

 A mulher não deve dominar sobre o homem – razão: ordem de criação. Adão foi criado primeiro, depois Eva – aqui se trata da . A boa alternativa é: “estar submissa”.atitude/postura

 Portanto, a proibição do ensinar e a proibição de dominar sobre o homem estão ligadas uma à outra, mas ainda assim estão em paralelo e se complementam uma à outra. O ensinar não é proibido somente quando a mulher dominar sobre o homem, ou seja estariam ensinando de maneira especial a homens, mas o ensinar lhes é sempre proibido.

 Isso uma vez mais levanta a pergunta o que é “ensinar” nesse sentido. Já que nenhuma escritura é de particular interpretação, devemos nos voltar ao contexto geral de todas as Escrituras. Completando o que foi dito acima, o uso dessa expressão na Bíblia nos leva a ver as seguintes características do ensinar:

 Acontece como tarefa dada por Deus (compare 1 Co 12:4 e seguintes; 12:11; 1 Pe 4:11).

 O conteúdo do ensino é a fé (o conjunto das verdades bíblicas) (veja 1 Co 2:13; Co 2:7). Ensinar numa escola, por exemplo, não é compreendido no ensinar no sentido bíblico.

 Tipicamente acontece em público (por exemplo Mc 4:1 – junto ao lago; 6:2 – na sinagoga; 12:35 e 14:49 – no templo; Lc 13:22 – nas cidades; 13:26 – nas ruas; Jo 18:20 – falei publicamente ao mundo; encontramos, contudo, também na Bíblia que Paulo, por exemplo, ensinava nas casas particulares – At 20:20; 28:30 –; e também se vê que se conversava nas casas ou exercia o ministério pastoral ali; tipicamente, contudo, o “ensinar” na Bíblia acontece em público). Isso está em contraste com o âmbito particular, onde as mulheres por exemplo têm a sua parte de responsabilidade de levar os filhos a adquirir conhecimento das Escrituras e ali também exercem autoridade – compare 2 Tm 1:5 com 2 Tm 3>15; ou, juntamente com o marido, explicam as Escrituras a outros como em At 18:26.

 O “ensinar” porta o caráter de pessoas atuando como “professores” e “alunos”, ou seja tem a ver com exercício de autoridade (Mc 7:29; 10:24; Lc 2:46; Jo 13:13; 1 Tm 4:11; 6:2). Isso contrasta com uma simples conversa espiritual em particular entre amigos/famílias de “igual para igual”. Ali deve se observar então 1 Tm 2:11 (aprender em silêncio e submissão) bem como 1 Co 14:35 (perguntar os próprios maridos). Também deve se diferenciar o “ensinar” de um “testemunho pessoal” segundo 1 Pedro 3:15, onde se destaca não o ensino, mas sim o responde. As Escrituras também relatam uma colaboração de irmãs no evangelho sem especificar com mais detalhes como isso se dava na prática (Fp 4:3). Com certeza não era um “ensinar” ou “pregar” em público.

 O “ensinar” não se limita a simplesmente repassar assuntos doutrinários, mas implica em que o “professor” se utiliza de um método de ensino (uma sistemática, linha de argumentação etc. – 1 Tm 3:2; 2 Tm 2:2; Tt 1:9). É interessante ver os exemplos práticos na Bíblia onde pregações de ensino são reproduzidas, por exemplo: Mt 5:2 a seguir; Mc 4:2; 12:35 a seguir; Jo 6:59; 8:20; At 4:2; 18:24 a seguir; veja também a descrição do “ensinar” de Paulo em At 20:17 a seguir. Isso contrasta com uma simples repetição de afirmações bíblicas (compare Co 3:16 – “ensinando‑vos mutuamente com hinos”) — algo que deveria caracterizar qualquer comunhão entre irmãos e irmãs. Também é diferente de contar e explicar histórias bíblicas ou textos bíblicos na escola dominical etc. Também deve ser visto a parte do papel da mulher como “mestre do bem” em Tt 2:3 — ali não se trata de ensino bíblico sistemático, mas de “ensino” prático em situações e áreas de vida específicas relevantes para as mulheres — ainda que seja baseado nas Escrituras e de maneira alguma seja de um nível espiritual baixo. As mulheres idosas (por tanto mais velhas em anos) devem “ensinar” nesse sentido específico; mas também mulheres mais jovens, contudo avançadas na fé = na idade espiritual, podem desempenhar um bom papel nesse contexto.

 

 2. Profetizar

 A Bíblia não proíbe às mulheres o profetizar, ao contrário, ela relata (sem reclamação alguma), que mulheres profetizaram. As filhas de Filipe eram conhecidas quanto a isso (At 21:9). Também Ana aparentemente era conhecida como profetisa, que falava intensivamente sobre a salvação – aparentemente em seus contatos pessoais (Lc 2:37). Também pode se pensar em Maria, que fora enviada da parte do Senhor ressurreto com uma mensagem aos discípulos (que, então, infelizmente, não deram crédito ao anúncio dela; Jo 20:17; Mc 16:9 a seguir).

 Não existe uma proibição do profetizar da parte de mulheres para com homens. Contudo, a mulher não deve usar de autoridade sobre o homem; deve levar em conta os fatores “suaves” de 1 Tm 2:11, e ela deve se cobrir (1 Co 11:5). Isso por que também o profetizar, de certa forma, implica em autoridade (ainda que essa autoridade esteja mais do lado da mensagem de Deus, já que o profeta a repassa sem estar em uma posição de autoridade – ao contrário do mestre).

 Você agora pergunta, como deve se praticar a cobertura da cabeça nesses casos. Por falta de uma definição clara quanto ao “profetizar”, pode ser difícil para a mulher avaliar em uma certa situação prática, se está de fato profetizando e que, então, consequentemente, deve se cobrir. Portanto, poderia se dar a recomendação de que a mulher sempre deveria se cobrir, caso esteja em dúvida. Contudo, 1 Coríntios 11 justamente não ordena uma cobertura constante da cabeça para a mulher. Esse pensamento também poderia facilmente trazer consigo, ainda de forma sutil, o perigo do legalismo ou de um temor ou medo excessivo (ainda que Deus com certeza valoriza uma tal prática, desde que proceda de uma boa índole). Penso antes, que a mulher deveria se deixar mostrar da parte do Senhor uma boa prática em cada caso e não procurar por uma regra geral aplicável sempre. Nisto deve se pensar em duas coisas:

 Por um lado existe a medida de que a mulher deve se cobrir quando profetiza; do contrário é uma vergonha para ela. Esse mandamento deve ser levado a sério.

 Por outro lado, creio eu, que esse mandamento da cobertura pela ocasião do profetizar se restringe a uma ação consciente da mulher: Profetizar, segundo a minha opinião, é, como o descrevi mais acima, uma coisa consciente (“quero transmitir uma mensagem”), e independe do efeito causado de fato no ouvinte depois (“o ouvinte foi de fato edificado, exortado ou consolado”). Nisso o profetizar está ao mesmo nível da oração, que também acontece conscientemente. Não posso ver que Deus daria um mandamento que requeresse inteligência para ver para dentro da alma do outro (já que nesse caso até mesmo deveria se cobrir antes que esses efeitos se manifestassem).

3.  Resumo

 Cada um deve ganhar uma firme convicção para si baseado nas Escrituras e praticá-la. Quanto ao avaliar outros nesses pontos, me parece ser oportuno uma recomendação para equilíbrio. Esse tema não é interpretação pura da Bíblia, mas é influenciado por tendências sociais, práticas e tradições eclesiásticas, perigos reais ou apenas sentidos. Nesse sentido me parece ser importante equilíbrio nos seguintes pontos:

 Trata‑se de mandamentos que devem ser levados a sério. Não se trata de meras coisas exteriores, mas existem princípios importantes por detrás disso que remontam em última instância à ordem da criação. Por outro lado, essas perguntas e questões não deveriam receber um peso excessivo, porque há temas que são mais importantes para o bem‑estar individual e também da Igreja como um todo. É importante diferenciarmos entre o âmbito claramente regulamentado (por exemplo é claro que uma mulher não pode fazer uma pregação pública de ensino) e os casos nos limites (como por exemplo o comportamento em círculos caseiros de estudo bíblico, diferenças graduais no trabalho com as crianças e jovens etc.)

     Principalmente quando esses casos limítrofes acontecem na esfera particular, deveríamos estar bastante reservados quanto ao julgar das atitudes de outros. Questões relativas a isso, deveríamos tentar abordar no contato pessoal e eventualmente pastoral (as epístolas a Timóteo foram escritas a Timóteo enquanto servo e não à Igreja). Importante é, além do comportamento exterior, a índole interior. Também uma comportamento que não corresponde a minha opinião pessoal (seja ele mais “amplo/liberal” ou mais “restrito”), mas que leva em consideração as afirmações claras das Escrituras, pode se mostrar uma boa índole. Nisso cada irmã está de pé ou cai ao seu próprio Senhor. Caso esteja plenamente convicta em um desses casos limítrofes em sua opinião, então eu e você, nós deveríamos respeitar essa convicção (Rm 14:4-5).

 Caso queira se examinar um certo comportamento quanto à questão se é ensinar ou profetizar, então deve se ter critérios equilibrados e uniformes quanto a irmãos e irmãs. A Bíblia utiliza as mesmas expressões independentemente de serem irmãos ou irmãs que atuam. Não pode se, por um lado, limitar o “ensinar” de irmãos a irmãos que foram dados à Igreja como um dom e que talvez renunciaram ao seu trabalho secular (essa maneira de ver as coisas seria muito restrito demais), e por outro lado, julgar ser “ensinar” quando irmãs estão dando aula de escola dominical ou participam de uma troca de ideias entre irmãs baseada nas Escrituras. Tampouco pode se designar como profetizar aquilo que irmãos fazem em uma pregação em uma reunião de igreja (também isso seria restrito demais – e ao mesmo tempo amplo demais, porque nem todo serviço com a Palavra é “profecia”), e por outro lado já considera-se “profetizar”, quando uma irmã diz algumas palavras alentadoras à outra irmã ou quando ela, no contato pessoal evangelístico está dando testemunho (profetizar de qualquer forma não acontece direcionado para incrédulos).

 

Saudações fraternais,



[1] O homem não é melhor que a mulher quanto a isso e muito menos incapaz de falhar. Contudo, Deus argumenta com esse acontecimento logo após a criação que a mulher, que se deixou enganar por satanás, não deve tomar um papel de ensino e de autoridade.

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald