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Adoração Cristã
Adoração Cristã

Adoração Cristã, segundo a palavra.


Os dois grandes elementos da adoração cristã são a presença do Espírito Santo e a recordação do sacrifício de Cristo, a qual é comemorada na ceia do Senhor. Porém, nesta adoração, as afeições estão conectadas com todo o nosso relacionamento com Deus e aí se desenvolvem. Deus, em Sua majestade, é adorado. Os dons de Sua própria providência são reconhecidos. Ele, que é Espírito, é adorado em espírito e em verdade. 


Apresentamos a Deus, como nosso Pai - o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo - a expressão das santas afeições que Ele produziu em nós; pois Ele nos buscou quando estávamos bem longe, e nos trouxe para junto de Si como Seus filhos amados, dando-nos o Espírito de adoção e associando-nos (que tremenda graça!) com Seu bem amado Filho. Adoramos a nosso Deus-Salvador, que nos purificou de nossos pecados e nos colocou em Sua presença sem mancha alguma, sendo a Sua santidade e a Sua justiça, que foram tão maravilhosamente expostas em nossa redenção, para nós uma fonte de gozo que não finda; pois por meio da perfeita obra de Cristo estamos na luz assim como Ele próprio está na luz.

É o próprio Espírito Santo que nos revela estas coisas celestiais, e a glória que há de vir que já opera em nós a fim de produzir afeições adequadas a um bendito parentesco com Deus. É Ele o vínculo de união entre estas coisas e o coração. Mas, dando tamanha amplitude às nossas almas, Ele nos faz sentir que somos filhos da mesma família e membros do mesmo corpo; unindo-nos, por meio das mútuas afeições e sentimentos que nos são comuns, nesta adoração elevada a Ele que é o Objeto de nossa adoração. O próprio Senhor Jesus encontra-Se presente em nosso meio, em conformidade com Sua promessa(segundo Mt 18). Em poucas palavras, a adoração é exercitada em conexão às mais doces recordações de Seu amor, quer consideremos Sua obra na cruz, ou tenhamos em mente Sua sempre atual e terna afeição para conosco. Ele deseja que nos lembremos dEle. E devemos fazer isso a cada primeiro dia da semana(nota do tradutor)

Que pensamento doce e precioso! Oh! que gozo traz às nossas almas e, ao mesmo tempo, quão solene deve ser tal adoração. Que tipo de vida deveríamos ter o cuidado de levar a fim de rendermos uma adoração dessa magnitude! Quão vigilantes deveríamos ser de nossos próprios espíritos! Quão sensíveis ao mal! Com que fervor deveríamos buscar a presença e direção do Espírito Santo, a fim de rendermos uma adoração assim adequada! E ainda assim, deveria ser muito simples e sincera; pois a verdadeira afeição é sempre simples, e ao mesmo tempo devotada, já que o senso de tais interesses gera devoção. A majestade dAquele a Quem adoramos e a grandeza do Seu amor nos dão solenidade em cada atitude nossa ao nos aproximarmos dEle. Com quão profundas afeições e gratidão deveríamos, em ocasiões assim, pensar no Salvador, quando nos recordamos de todo o Seu amor para conosco - permanecendo, por meio dEle, na presença de Deus,  e levados para longe de todo mal, num antegozo de nossa bênção eterna!

Estes dois grandes assuntos com os quais a adoração cristã se ocupa, a saber, o amor de Deus nosso Pai, e o amor do Senhor Jesus, em Sua obra e como Cabeça do Seu corpo que é a Igreja, proporcionam ligeiras mudanças no caráter da adoração, dependendo do estado daqueles que adoram. Haverá ocasiões em que o Senhor Jesus estará de forma mais especial diante de nossos pensamentos; outras vezes, o pensamento do Pai é que estará mais presente. Somente o Espírito Santo pode nos guiar nisto; mas a sinceridade e espiritualidade da adoração dependerão do estado daqueles que compõem a assembleia.

Em coisas assim não há lugar para o esforço próprio. Devemos lembrar que o crente, que é o canal da adoração, não deveria apresentar aquilo que é próprio e peculiar a si mesmo, mas o que é verdadeiramente, o exercício gerado pelo espírito dos corações daqueles que compõem a assembleia. Isto nos fará sentir nossa completa dependência no Consolador - o Espírito de verdade - para um autêntico culto a Deus em comunhão. Nada, no entanto, é mais simples ou mais evidente do que a verdade de que a adoração que é feita deveria ser a adoração conjunta de todos.


J.N.Darby

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald