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Consciência Delicada
Consciência Delicada


"Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte."

Apocalipse 21:8

 

Conta-se o caso de uma camponesa que fez uma viagem num trem alpino com seu filhinho.

Quando chegou o guarda para examinar as passagens, olhou a criança e perguntou pela sua idade. - Têm cinco anos - disse-lhe a camponesa. - Então a senhora deve tirar-lhe uma passagem, senhora. - acrescentou o empregado ferroviário. A mulher assustou-se, pois não tinha o dinheiro suficiente e poderia ter que interromper a sua viagem. Então começou a chorar. - Mas - disse o guarda - não é tão grave. Quando vier o inspetor, diga-lhe simplesmente que a criança têm quatro anos de idade. A camponesa pegou o seu filhinho e respondeu indignada: - Não, não, até esse ponto não vamos mentir - , e preparou-se para descer do trem. E o teria feito se uma amável viajante não houvesse dado a quantia que faltava para comprar a passagem.

Essa mulher tinha uma consciência mais delicada que a maioria das pessoas de hoje em dia. O dito popular "a mentira tem pernas curtas", deveria desanimar aos que facilmente adulteram a verdade, mas, ante tudo, a lembrança de que "o diabo... é mentiroso e pai da mentira", deve fazer que se tenha medo de cair nesta falta que leva ao "Grande Trono Branco", do divino Juiz, aos que não tenham se arrependido de seus pecados. Para Deus, ainda a mais pequenina mentira é tão mentira e tão séria que, para expiá-la, foi necessário morrer Seu amado Filho, o Senhor Jesus.

Agora pergunto a você:

Como você reage, diante da oportunidade da mentira?

 

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald