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A Igreja na Glória
A Igreja na Glória

E veio a mim um dos sete anjos..., e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.

E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.

E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. Apocalipse 21:9-11

 

No início do livro de Apocalipse nós vemos a Igreja no seu completo fracasso no que se refere à responsabilidade de ser um testemunho para Cristo. Além disso, aprendemos que a raiz do fracasso estava no fato de ela, como noiva, ter perdido sua afeição por Cristo. Ela deveria ser “como uma esposa adornada para seu marido” (Ap 21:2), que aguarda o dia da sua boda. Porém faltou-lhe a afeição por Cristo, de modo que o Senhor tem que dizer essas tristes palavras: “Deixaste teu primeiro amor” (Ap 2:4).

 

A Igreja deveria ter...

 

A Igreja deveria ter se apegado ao Senhor Jesus, e deveria ter resplandecido diante do mundo como “luz”. Caracterizada pelo “amor” e pela “luz”, ela teria sido um testemunho verdadeiro para Cristo. Mas, por ter fracassado no amor à Ele, o Senhor teve de dizer-lhe: “Arrepende-te... quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal” (Ap 2:5). Após a Igreja ter deixado seu primeiro amor à Cristo, ela perdeu sua luz diante dos homens.

 

A Igreja será...

 

Cristo será glorificado em Seus santos (2 Ts 1:10). Essa é a bem-aventurança dos versículos acima mencionados. Eles nos apresentam a Igreja assim como ela corresponde ao coração de Cristo. Se conseguirmos enxergar por um breve instante o modo de como Cristo nos vê no futuro, começaríamos a reconhecer o que Ele deseja de nós agora.

Para poder contemplar essa grande visão, João foi levado “a um grande e alto monte”. Ele é libertado das coisas dessa terra, para dirigir seus sentidos às “coisas de cima”. A corrupção da Babilônia foi vista desde um deserto (Ap 17:3); porém as glórias da “santa cidade, Jerusalém” podiam ser vistas somente desde um “alto monte”.

Para perceber o mal e distingui-lo, não é necessária uma altura espiritual. Uma pessoa do mundo pode ser muito bem sucedida quanto à condenação do mal na cristandade; porém o entendimento natural é totalmente incapaz de penetrar nas coisas divinas. Até mesmo para verdadeiros crentes isso só é possível se eles se elevam por cima das coisas terrenas, e avançam em separação do mal na cristandade. Somente assim estarão em condições de apreciar as glórias vindouras da “esposa, a mulher do Cordeiro”.

E é nesta posição elevada que passa diante do apóstolo a visão da gloriosa cidade. O anjo diz: “Mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro”, mas na realidade ele vê uma cidade. É evidente que essa cidade resplandecente é usada como figura, para representar a Igreja em glória.

 

O caráter da cidade, da Igreja

 

Na primeira parte dessa maravilhosa descrição podemos ver o caráter da cidade. É uma “cidade santa”; ela desce “do céu”, ela vem de “Deus”; ela tem a “glória de Deus”, e ela é uma cidade ”resplandecente”.

Não vemos nisso as mesmas características que em perfeição infinita foram evidenciadas no próprio Cristo quando Ele peregrinou por esse mundo? Desde antes de Seu nascimento Ele foi chamado de “o Santo” (Lc 1:35). E em Hebreus 7:26 lemos que Ele é “santo, inocente, imaculado”. Ele pode falar de Si como Aquele “que desceu do céu” (Jo 3:13). Ele também pode dizer: “Eu saí, e vim de Deus” (Jo 8:42). Também lemos “da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2 Co 4:6). Ele também é descrito como a “luz que resplandece nas trevas” (Jo 1:5).

 

As características de Cristo estão na Igreja

 

Exatamente as mesmas expressões que são utilizadas para descrever ao Senhor Jesus, aqui são aplicadas à Igreja na glória. A Igreja, que na ausência do Senhor fracassou de maneira tão grave ao representá-Lo, será por fim, naquele dia de glória, apresentada a Cristo em toda sua formosura. Ela é vista como “santa” na sua natureza, “celestial” segundo o caráter, de “Deus” no que se refere à sua origem, manifestando “a glória de Deus” e “resplandecente” como uma pedra preciosíssima que reflete a glória de Cristo.

Nesses versículos vemos a Igreja segundo o coração de Cristo e segundo os eternos decretos de Deus. Se quisermos conhecer a bem-aventurança desses decretos, que foram estabelecidos desde antes da fundação do mundo, temos que olhar para a glória vindoura para ver a Igreja apresentada em toda a excelência de Cristo. Na luz da glória futura se desvanece a glória passageira desse mundo, e suas mais altas honras perdem seu atrativo. Quando vemos as características que a Igreja terá na glória, aprendemos o que ela deveria ser hoje.

 

Hamilton Smith

 

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald