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O Buraco
O Buraco

Aquela cidade não era habitada por pessoas, mas por buracos.
Buracos viventes.
Havia buracos ostentosos, de mármore e buracos humildes, de tijolos.
Um dia chegou uma nova moda: o importante é o interior, não o exterior!
E foi assim que os buracos começaram a se encher de coisas...
De ouro e jóias. Outros, mais práticos, de eletrodomésticos.
Alguns, de arte ou instrumentos musicais.
Os intelectuais encheram-se de livros.
A maioria dos buracos encheu-se a tal ponto que não cabia mais nada e para solucionar a situação, começaram a alargar-se.
Mas um pequeno buraco percebeu que se todos fizessem o mesmo, em pouco tempo a cidade se transformaria em um único buraco...
E todo mundo perderia a sua identidade.
Teve então uma idéia: pensou que uma outra forma de aumentar a sua capacidade seria aprofundar-se em lugar de alargar-se.
Mas percebeu que isso ser-lhe-ia impossível por causa de tantas coisas que ele já continha!
Decidiu, então, esvaziar seu conteúdo.
Primeiro teve medo do vazio, mas quando percebeu que não existia outra possibilidade, assim o fez.
Um dia, de tão profundo, achou água. Nunca antes outro buraco tinha achado água!
Nesse lugar quase nem chovia e a água extra permitiu que as paredes do buraco se cobrissem de verde, e assim, chamaram-no O Manancial.
Os outros buracos queriam a água, mas quando perceberam que teriam que se esvaziar, preferiram continuar a alargar e encher-se de coisas inúteis.
Outro buraco, no outro lado da cidade,conseguiu esvaziar e chegar à água, criando assim um oásis.
Os dois buracos perceberam que a água que tinham achado era a mesma. Tinham, então, um novo ponto de contato...
A comunicação profunda que só conseguem entre si aqueles que tem a coragem de esvaziar-se de seus conteúdos e buscar, no fundo do seu ser, aquilo que têm para dar e compartilhar.

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald