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A Carroça
A Carroça

Quando menino, gostava muito de passar férias no interior, na casa de meus tios e uma coisa trago comigo desde aqueles dias, pois muito aprendi com o povo simples do interior, mas essa mensagem me valeu para levar para sempre.

Certa manhã, sentado na porteira, na entrado do sítio, proxímo da estrada, ouvia ao longe uma carroça que vinha toda barulhenta, meu tio, já com mais de 50 anos, olhando para mim sorrindo disse:

- Vem vindo uma carroça vazia.

Eu comecei a rir e pensei comigo, como ele pode saber, vou esperar.

Depois de alguns minutos, passa toda barulhenta a carroça, chamando a atençao de todos, puxada por um único animal e seu carroceiro. Pensei comigo, ele sugeriu e deu certo.

Passado alguns dias, naquelas mesmas férias, estamos novamente naquele local, sentados na porteira, na verdade era costume ficarmos ali quase todos os dias, para esperar o caminhão do leiteiro que vinha recolher os galões, meu tio novamente olha para mim sorrindo e diz:

- Vem vindo uma carroça carregada e bem pesada, pode ter certeza.

Olhei para ele e comecei a rir, pois não ouvia nada e pensei que meu tio estava ficando maluco.

Mas, para minha surpresa, depois de alguns minutos o que vejo, uma carroça com varios fardos de milho, e tão pesada que podia se perceber a dificuldade do animal em puxa-la.

E assim, foram tantas e tantas carroças, e meu tio sempre acertava.

Muitos anos se passaram e aprendi a lição.

O segredo estava em saber que a carroça vazia, produzia um barulho bem mais alto, que podia ser ouvido de longe, pois suas rodas muitas vezes pulavam e causavam um grande barulho com o impacto ao chão, quanto a carroça cheia, muito pesada, não produzia barulho, pois se mantinha sempre no chão, e o barulho era apenas das rodas em contato com o chão.

Meu tio sempre me dizia, quando passava uma carroça vazia:

- Aí segue um homem, sem base na vida, sem doutrina, levado para qualquer lado, faz muito barulho, mas não tem firmeza, sendo assim não tem certeza e nem convicção de nada é jogado para todos os lados, podendo até se machucar nesses impactos barulhentos.

Quanto a carroça cheia, sua mensagem era essa:

- Esse que vai, é um homem com base, fiel e verdadeiro, não se deixa levar por qualquer ensino, pois tem nas costas o peso da dedicação e do estudo da Palavra de Deus, esta cheio e nada pode o tirar ou desviar da firmeza que vem caminhando, assim você deve ser.

Tomei as palavras de meu tio e sigo até hoje sua instrução, e fica aqui a minha pergunta:

Qual carroça se parece mais com você?

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald