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Árvores Anãs
Árvores Anãs

"Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o SEnhor. Porque será como a árvore plantada junto as águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano da sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto." 

 Jeremias 17: 7,8

 

Em Paris, num parque floral visitamos uma exposição de bonsais. Ali havia uma Faia em miniatura: tinha 60 anos, mas seu tamanho era igual ao de uma grande couve-flor; suas folhas não eram mais largas do que uma unha. Ali também se encontrava um Bordo de 80 anos, cujas raízes cabiam em um vaso de barro. Este resultado antinatural é obtido podando-se as raízes e mantendo o vegetal no limite da sobrevivência. Os japoneses são mestres nesse tipo de horticultura.

Certos cristãos se parecem com essas miniaturas de árvores; sua vida espiritual tem certa autenticidade, mas é fraca e pouco desenvolvida. Falta-lhes gozo, ánimo e testemunho. Deus fez as árvores para que cresçam no bosque e não para que vegetam numa estante. Salvou-nos e quer que a vida que Ele nos deu seja expressa livremente. No mundo tenebroso em que vivemos, no qual a violência e a corrupção têm livre curso, Ele quer que sejamos testemunhas fiéis, que reflitamos a paz, o amor e o gozo. Vivamos "no bosque" mesmo quando tivermos de enfrentar tempestades, em lugar de permanecer, talvez , no abrigo, mas refugiados  em nós mesmos. Não temamos dizer aos que nos rodeiam que Jesus é o nosso Salvador e quer - e pode - ser o Salvador de todos os homens.

"Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;" - I Pedro 2:9

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald