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Uma Conversão
Uma Conversão

"Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia."

I Timóteo 1: 15,16

Um cristão salvo pela fé relata a sua conversão:

"Eu tinha dezesseis anos de idade quando um amigo me convidou para escutar um pregador que era também campeão desportivo. Este argumento me convenceu, mas prudentemente me assentei no fundo do salão.

Foi curioso ouvi-lo, porque eu acreditava que a religião era um assunto para os fracos, idosos e jovens sentimentalistas, mas não para um campeão de beisebol.

No meio da mensagem, acreditei que ele me apontava o dedo, quando disse: 'Jovem, você é um pecador.' Enquanto buscava me esconder atrás do ouvinte sentado à min ha frente, pensei: 'Não sou pior que os demais.' Mas o pregador citou a Palavra de Deus: 'Todos pecaram e carecem da glória de Deus(Romanos 3:23).' Quando o evangelista convidou os seus ouvintes a entregarem-se ao Senhor Jesus, apressei-me salão a fora e corri para casa.

Nunca esquecerei a luta que se seguiu. No dia seguinte, voltei a reunião. Desta vez assentei-me mais à frente. O pregador levantou-se e disse: 'Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores(Romanos 5:8).'

Pensei: 'Sou um pecador, mas Deus me ama.' Então entreguei meu coração a Jesus. O gozo, a paz e a certeza da salvação encheram o meu coração e nunca me deixaram."

Mais tarde, Deus usou essa mesma pessoa para levar muitas vidas ao Senhor Jesus.

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald