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Resposta Relativa a Presbíteros
Resposta Relativa a Presbíteros

Se quer ouvir a minha resposta em relação ao assunto, é só clicar aqui!

Caro irmão, não existe nada de errado no texto de Tiago 5:14, temos que entender  que nos dias de hoje devido à situação da “igreja”, que encontramos em II Timóteo, vemos a “grande casa”, e sendo assim, não temos mais nos dias de hoje “presbíteros” instituídos ou reconhecidos. Ainda que tenhamos homens responsáveis para zelar pelo local onde nos reunimos, toda a decisão é responsabilidade daqueles que estão a “mesa do Senhor”, se existe alguns que não participam nessas decisões, isso já é problema do individuo. A nossa responsabilidade é estar unidos em um mesmo pensamento segundo as escrituras.

Quero esclarecer o porque nos dias de hoje não há a possibilidade de termos presbíteros, sejam instituídos ou reconhecidos.

Um dos pontos da “grande casa” que encontramos em II Timóteo 2 é esse: "Deus conhece os que lhe pertencem". Fica claro que não temos condição de dizer quem são os salvos.

Reconhecemos que existem salvos em toda a cristandade professa, independente do nome que ela carregue ou da associação que se faça em torno dela.

Um crente pode individualmente ter comunhão com Deus e com o Senhor Jesus, ou seja, não necessitamos estar inseridos em um local de reunião para termos essa comunhão, pois se somos salvos, somos membros do corpo de Cristo e isso nos permite ter comunhão tanto com o Pai, como com o Filho.

O terreno que encontramos em Mt 18:20, é a promessa do Senhor de estar no meio daqueles que se reúnem (ou congregam) ao seu nome, veja que nesse contexto, não podemos ter outro nome e nem estar congregados fora do que nos ensina o apóstolo Paulo na carta aos Efésios, assim sendo, não podemos estar ligados a nenhuma associação, e nem onde a unidade do corpo de Cristo não é reconhecida. Note que o apóstolo nos ensina em I Co 1:12, 13, que cada um carregava um nome. Perceba que existem aqueles que carregam inclusive o nome de Cristo, entretanto, ainda assim é divisão, pois em relação a reunir, nossa base deve ser o corpo de Cristo, não podendo dizer que somos a “igreja” que está em tal lugar, reconhecemos que ali naquele lugar existe a “igreja” que é corpo de Cristo, e que seu estado hoje, é a “grande casa”, e isso é visível quando reconhecemos a divisão.

Se reconhecermos que o estado da “igreja” é “grande casa”, só nos resta ouvir o que a epístola aos Hebreus nos ensina no capítulo 13, sair fora do arraial, e ainda que alguns defendam que a epistola foi escrita a cristãos judeus (sabemos claramente que a cristandade tomou a forma judaica e tenta por todos os meios substituir o Israel de Deus, ou seja, o povo terrestre de Deus), porém isso é um assunto que podemos tratar em outra ocasião, voltemos ao nosso assunto, baseado no cristianismo judaico ou apostata dos nossos dias (com suas invenções ou suas cópias de judaísmo ou de pessoas judaizantes), só nos resta então, tomar a decisão de sair fora de tudo que envolve o arraial. Sei que essa decisão, é custosa e muitas vezes motivo de zomba por amados irmãos que conhecemos, familiares e outros. Mas devemos nos alegrar por levar a “vergonha”, o vitupério de Cristo.

Mas então saímos e formamos outra “igreja”. Não, mil vezes não! Devemos sair apenas para fora e procurar, como instrui o apóstolo Paulo, "aqueles que de coração puro invocam o Senhor", e qundo encontrando-os, andar com eles e juntos anunciar a morte do Senhor até que Ele venha. Quanto a encontrar esses, fica claro a nós que isso é obra do Espírito Santo, pois podemos ver nos evangelhos o homem do cântaro, um exemplo é Mc 14:13, uma figura do Espírito Santo nos conduzindo ao local onde o Senhor reconhece os Seus direitos e assim se faz presente, como Ele mesmo diz em Mt 18:20, e consequentemente estaremos congregados, dando testemunho da verdade de Deus sobre a assembléia dos santos. Mas veja que sair para fora de forma alguma nos leva a formar uma nova “igreja”.

 Agora amado, quando encontramos esses que assim se reúnem, não deixemos nascer em nós o orgulho de que temos a verdade, e sim o chorar de vergonha, pois ainda que conheçamos a verdade,  a situação da “igreja” é a “grande casa” que encontramos em II Timóteo, e por causa disso não podemos confessar que somos a igreja na cidade tal, pois conseguimos apenas expressar a verdade da “igreja” e assim seremos um testemunho dessa verdade e de fato nunca seremos a “única igreja” nessa localidade, pois isso é impossível, devido ao fato de muitos filhos de Deus estarem dispersos nas denominações cristãs!

Então ao entendermos isso, fica claro que é impossível nos dias de hoje encontrarmos presbíteros instituídos, ou mesmo reconhecidos, pois se existe alguém que é salvo e não se reúne conosco, como poderá ele reconhecer alguém em nosso meio como presbítero.

Quanto a presbítero instituído, sabemos que não temos entre nós nenhum apóstolo ou aqueles aos quais os apóstolos instituíram para o fazerem.

Veja amado, precisamos entender com clareza todas as coisas para podermos viver e praticar, e em relação a um lugar de reunião, devemos abolir de nossos lábios frases como: “vamos à igreja”, “essa é minha igreja”, “eu me reúno na igreja tal”, “a minha igreja fica em...”, enfim se reconhecemos que o estado da “igreja” é hoje “grande casa”, devemos sempre lembrar que saímos para fora,  na base da “unidade do corpo de Cristo”, e devemos evitar tudo que possa trazer de volta a cristandade judaizante ou apostata em nosso coração.

Veja irmão, que essa condição se refere sempre a figura da “igreja” como “casa de Deus”, manifestada hoje como a “grande casa” e nunca a figura da “igreja” como “corpo de Cristo” ou na figura da “igreja” como “noiva de Cristo”, pois nestas duas figuras, vemos todos os salvos e nessa condição, não encontramos presbíteros e sim dons, que encontramos em Efésios 4 e ali não achamos nada de presbíteros, pois os dons são manifestados em todo o “corpo de Cristo”.

Agora gostaria de dar um exemplo para você se localizar:

Digamos que temos entre nós um que nos visita a muitos anos, digamos 20 anos, e ele quando vem, reparte seu dom, tráz um ensino, ajuda outros,  enfim, serve aos irmãos naquela tal reunião, veja, ele está apenas exercitando seu dom, no “corpo de Cristo”, ou seja, onde ele for pode exercitar o seu dom. Isto não está relacionado a casa de Deus.

Agora digamos que alguém se diga presbítero, e vem nos visitar, então ele diz, “eu sou presbítero, reconhecido pelos irmãos” lá no meu país, na cidade tal, então temos que reconhecer que todos os santos daquela cidade, naquele país, vão onde ele se reúne, pois ele está exercitando uma função “local”, que não está na figura do “corpo de Cristo”, e sim na figura da "casa de Deus", mas como sabemos que o estado da “igreja” hoje é “grande casa”, e a divisão da cristandade é uma manifestação clara disso, sabemos que essa pessoa está mal instruída, para não dizer outra coisa.

Um terceiro exemplo: chega alguém é diz, “sou presbítero instituído”, então olhamos para ele e dizemos, “qual apóstolo te instituiu, ou qual dos instituídos pelos apóstolos te instituiu”, você deve estar rindo, pois segundo as escrituras, não temos mais nenhum apóstolo entre nós, nem aqueles que foram instituídos por eles, então também nesse caso, está claro que não temos presbíteros instituídos.

Caso ainda tenha alguma dúvida, estou à disposição para responder.

 

Julio Ometto

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald