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Dízimo
Dízimo

Há dízimo na Bíblia? Sim, o dízimo é bíblico. Mas não é cristão. O dízimo pertence à velha Israel. Foi essencialmente um imposto de renda. No primeiro século, no Novo Testamento, não há registro de cristãos dizimando. O Senhor instituiu três classes de dízimos para os Israelitas como parte de seu sistema de impostos. o que veremos a seguir:

Um dízimo do produto da terra para sustentar os levitas, que não tinham herança em Canaã.

Um dízimo do produto da terra para patrocinar festas religiosas em Jerusalém. Se o produto pesasse muito para ser levado a Jerusalém, poderia ser convertido em dinheiro.

Um dízimo do produto da terra arrecadado a cada três anos para os levitas locais, órfãos, estrangeiros e viúvas.

Este foi o dízimo bíblico. Note que Deus ordenou a Israel que desse 23,3% de suas rendas a cada ano, em oposição aos 10%.

Pode-se traçar um claro paralelo entre o sistema do dízimo de Israel e o sistema moderno de tributação no Brasil. Israel era obrigado à sustentar seus funcionários públicos (sacerdotes), feriados (festivais), e pobres (estrangeiros, viúvas e órfãos) com seus dízimos anuais. A maioria dos modernos sistemas de tributação serve ao mesmo propósito. É uma questão de lei tributária que todos os países exigem.

E quanto a Abraão? Ele viveu antes da Lei. Nós o vemos dizimar ao sumo sacerdote Melquizedeque, sim de fato existiu, mas o dízimo de Abraão era completamente voluntário. Não obrigatório, e o ponto mais importante, esta foi a única vez que Abraão dizimou em todos os seus 175 anos aqui na terra. Quando Israel reteve seus dízimos (impostos), Israel estava roubando a Deus. Mas veja que digo Israel e não o cristão.

Ele instituiu o sistema do dízimo. Então o Senhor mandou que seu povo trouxesse seus dízimos as “câmaras do tesouro”. A câmara do tesouro era situada nas câmaras do Templo – Ed 13:5. Esta câmara era separada para receber os dízimos em espécie, não em dinheiro, para o sustento dos Levitas, pobres, estrangeiros e viúvas.

Note o contexto de Malaquias 3:8-10. No versículo “5” o Senhor diz que Ele julgará os que oprimem as viúvas, os desamparados e os estrangeiros. Ele diz: “Eu Me movimentarei com rapidez para castigar os que praticam bruxaria, os adúlteros, os mentirosos, os que roubam o salário de seus empregados, os que exploram as viúvas e os órfãos, enfim todos os que não Me respeitam”.

As viúvas, os órfãos e os estrangeiros eram os dignos recebedores do dízimo. Por reter os dízimos, Israel foi culpado de oprimir a estes três grupos. É aqui que está o coração de Deus em Malaquias 3:8-10: A opressão aos pobres. Ou seja, os dízimos eram para sustentar as viúvas, os órfãos, os estrangeiros, e os Levitas, que não tinham qualquer propriedade. É isto o que a Palavra do Senhor tem como objetivo em Malaquias “3”. Se um crente deseja dizimar voluntariamente ou com base em uma convicção, não há problema, mas isto não representa que o cristão deve dizimar. O dízimo obrigatório representa opressão aos pobres. Quando se ensina o dízimo como um mandato de Deus, os cristãos que têm muita dificuldade econômica para viver, são culpados se não o cumprem e mergulham em uma pobreza maior ao cumpri-lo. Desta maneira, o dízimo esvazia o evangelho enquanto “boas novas aos pobres”. Por outro lado, o dízimo moderno é uma boa notícia para o rico. Para uma pessoa com altos rendimentos, 10% é uma soma insignificante. Dizimar, portanto, apazigua a consciência do rico na medida em que não exerce nenhum impacto significante sobre seu estilo de vida. Mas Deus tem uma perspectiva bem diferente relacionada ao ato da dádiva. Recorde a parábola das moedas da viúva: “Quando Jesus estava no templo, observava os ricos colocarem suas ofertas na caixa de ofertas. Foi quando uma viúva pobre pôs somente duas moedinhas de cobre. 'Realmente', comentou Ele, 'esta viúva pobre deu mais do que todos os outros juntos. Pois eles deram um pouco do que não precisam, porém ela, pobre como é, deu tudo o que tem’”. Desta maneira, o dízimo moderno é o equivalente a uma loteria cristã. Pague o dízimo e Deus lhe devolverá mais dinheiro depois. Recuse dar o dízimo e Deus lhe castigará. Tais pensamentos assaltam o cerne das boas novas do evangelho. Sem mencionar toda a complexidade do dízimo. Considere o seguinte:

Deve ser dado do líquido ou do bruto? Como fica a isenção tributária ou fiscal? Irmãos hoje detalham a complexidade de tentar importar o sistema bíblico do dízimo praticado pela velha Israel para nossa cultura hoje. Em seu sistema de anos, jubileu, sábados sagrados, colheita, o dízimo fazia sentido e ajudava a distribuir a riqueza da nação. Assalariar pastores gera profissional remunerado. Isso os eleva sobre o restante do povo de Deus. Isso cria uma casta clerical que converte o corpo do Cristo vivente em um negócio. O ato de pagar um salário ao pastor obriga-o a ser complacente com os homens. Torna-o escravo dos homens. O “vale refeição” do pastor está garantido na medida em que ele se faz simpático à congregação. Assim, pois, ele nunca está à vontade para expressar-se livremente sem temer perder alguns fortes dizimistas. Esta é a praga do sistema do pastor

assalariado. Embora o dízimo seja bíblico, não é cristão. Jesus Cristo não o afirmou. Os cristãos do século I não o observaram. E por cerca de 300 anos o povo de Deus não o praticou. Dizimar não foi uma prática aceita em grande escala entre os cristãos até o século VIII!

O ato da oferta no NT era segundo a capacidade de cada um. Aqui há uma íntima conexão entre carteira e coração. Analisemos isso em dois capítulos de II Corintios, ou seja, o oitavo e o nono capítulo. Os cristãos doavam para ajudar outros tantos, como para apoiar obreiros apostólicos, permitindo-lhes viajar e fundar igrejas. O dízimo é mencionado apenas quatro vezes no NT. Mas nenhuma destas quatro ocorrências se refere a cristãos. Definitivamente, o dízimo pertence ao Velho Testamento, relacionado a Israel onde um sistema de tributação foi estabelecido para apoiar aos pobres e onde havia um sacerdócio especial separado para ministrar ao Senhor. Com a vinda de Jesus Cristo, houve uma “mudança na lei” — o antigo acordo foi “cancelado” e “posto de lado” dando lugar a um novo acordo.

Agora, todos somos sacerdotes — livres para funcionar na casa de Deus. A Lei, o velho sacerdócio, o dízimo, todos foram crucificados. Você, querido cristão, foi libertado da atadura do dízimo e da obrigação de apoiar o sistema do clero. Então você pergunta: Como posso auxiliar financeiramente? E te dou a resposta:

Socorrendo irmãos na fé: At 6:1-7;  At 11:27-30;  At 24:17; Rm 15:25-28; I Co 16:1-4; II Co 8:1-15; II Co 9:1-12 e I Tim 5:3-16.

Socorrendo aqueles que se dedicam em tempo integral na obra: At 15:3; Rm 15:23-24; I Co 9:1-14; I Co 16:5-11; II Co 1:16; Fp 4:14-18; Tt 3:13-14 e III Jo 5-8. 

Querido irmão, espero que este estudo tenha te ajudado a entender melhor a questão financeira do novo testamento, e fique a vontade para me contatar.

 

"...que te importa? Quanto a ti, segue-me" - João 21:22

O Senhor Jesus tinha acabado de dizer a Pedro que ele viveria até se tornar um idoso e então morreria a morte de um mártir. Pedro imediatamente olhou para João e perguntou em voz alta se João receberia um tratamento melhor. A resposta do Senho foi: "...que te importa? Quanto a ti, segue-me".

Lembrando da atitude de Pedro, Dag Hammarskjold escreveu: "Apesar de tudo, sua amargura, porque os outros estão desfrutando do que lhe foi negado, está sempre pronta para explodir. Na melhor das hipóteses, ela fica dormindo por uns poucos dias ensolarados. Ainda assim, mesmo neste nível indescritivelmente miserável, ela ainda é uma expressão da verdadeira amargura da morte - o fato de que aos outros é permitido continuarem vivendo".

Se levássemos a sério as palavras do Senhor, elas resolveriam muitos problemas entre o povo cristão.

É tão fácil ficarmos ressentidos quando vemos outros prosperarem mais que nós. O Senhor permite que eles tenham uma casa nova, um carro novo, um chalé perto do lago.

Outros, a quem talvez consideremos como menos devotos que nós, têm boa saúde enquanto lutamos contra duas ou três doenças crônicas.

A família ao lado tem filhos lindos que se sobressaem em esportes e no meio acadêmico. Nossos filhos são normais, do tipo mais comum.

Vemos outros crentes fazendo coisas que não temos a liberdade de fazer. Mesmo que essas coisas não sejam pecados, ficamos ressentidos com sua liberdade.

É triste dizer, mas há certa inveja profissional entre obreiros cristãos. Um dos pregadores fica ofendido porque o outro é mais popular, tem mais amigos, fica na luz do holofote. Ou outro fica irritado porque seus colegas usam métodos que ele não aprova.

As palavras do Senhor atingem todas estas atitudes indignas com força surpreendente:"...que te importa? Quanto a ti, segue-me". Como o Senhor lida com outros cristãos realmente não é da nossa conta. Nossa responsabilidade é segui-Lo em qualquer que seja o caminho que Ele escolheu para nós.

Estraído do Devocional Luz Para o Caminho - William MacDonald